sábado, 10 de dezembro de 2011

Na contramão


É verdade que vivemos num mundo com diversas sociedade paralelas.
Também é verdade que tudo é relativo, e vai depender do seu referencial.
Somos pautados em pontos de vista, que nos fazem criar convicções e crenças em coisas que nem sempre sabemos a origem, mas que pra nossa mania orgulhosa de ser “pensante”, idealizamos aquilo como real.
É verdade que eu, você e aquela pessoa que você menos imagina estão pensando e refletindo sobre aonde podem chegar com suas vidas.
Também é verdade que tudo isso faz parte de um plano que traçamos ao longo dos dias, mas que nunca sabemos onde vai terminar.
Eu tenho completa certeza de que não sei exatamente por onde estive, mas agora sei onde estou andando.
Acho que a pior dor, é a sensação que vem daquilo que poderia ter sido vivido e não foi. A frustração daquele sonho perdido...
E tudo vem a tona, e o mundo quer te convencer de que você esteve errado, mesmo no momento que você foi mais perfeito.
Sou prova viva de que isso acontece, mas sabe qual a verdade de tudo isso? Você não está errado, você tem feito o melhor, tem buscado o melhor. Então pra que se culpar dessa distância do teu caminho?
O sonho chega! E até aquele mais absurdo, ele vem até você!!
A verdade é uma só, o caminho é um só...e acredite: não é o mais difícil, mas sim o mais perfeito, agradável, bom e abundante.
Continue, porque você verá, e vai saber do que estou falando!!
Anda, vai em frente, não acabou!!

domingo, 4 de setembro de 2011

Eclesiaste

Pensar no tempo de todas as coisas
E na fragilidade dos anos.
Há tempo para tudo
E a espera reguarda à esperança na realização dos sonhos.

Não há nada que dure além da necessidade do momento.

Podem passar anos,
Na verdade qual seria o justo momento para se dar início ou fim a cada coisa?
Melhor deixar que o destino encarregue,
Que o Vento sopre e apresse,
Que as coisas passadas sejam levadas,
A novidade seja lançada pra dentro de nossas vidas.

Ser livre é deixar guardado no tempo a idealização do seu sonho.

sábado, 23 de julho de 2011

Meu plano.

Eu já nem me lembro mais de tantas coisas que perdi.
As vezes releio velhas conversas só pra lembrar de coisas que já ficaram tão pra trás.
Talvez eu tenha feito escolhas erradas, mas como saber?
A gente nunca começa alguma coisa pensando no fim dela.
Eu tentei o melhor, e acabei deixando escapar entre minhas mãos coisas que eram importantes, que eram reais.
Depois de tanto, depois de tudo...eu ainda vejo.
Não podemos voltar, mas como seria bom.
Eu faria diferente, eu não escolheria aquele plano.
Pesaria as consequências e enxergaria além.
Te pediria desculpas pelo meu egoísmo, e te mostraria que se daquela forma não daria, dessa muito menos.
Passou pra você e pra mim ficou a sensação do caminho perdido.
Hoje sei como você deve ter se sentido, como você ter chorado...e eu não queria nada disso pra gente.
Mas hoje choro seu choro, e sinto seu deserto.
Te ver bem, me faz forte...porque tirou o peso de que teria frustrado seus sonhos.
E eles existem, eu sei que sim.
Éramos um só e agora nada mais.
Caminhos errados ou planos mau traçados....mas ainda há chances, sabemos disso.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ela

É mais fácil viver nessa aparência, fingir que tudo pode e nada ve.

É melhor seguir sozinha, do que esperar pela chance de encontrar um verdadeiro sentido pra sua perda.

É viável esquecer da dor que lateja, do que enxergar a frieza nos olhos de quem se ama.

Pra ela tudo parecia sempre distante, toda vez que subjulgava seus atos.

A aparência era sempre a mesma.

Sentia pena de sua condição, pena de si mesma; pelo próprio antagonismo de dividir a dor.

Ela já era pequena demais, e se importava com os calos que sentia em sua alma.

Muita solidão e muito vazio, costumam corroer seus ossos já tão fracos de si mesmos.

E antes que você pudesse fazer diferente, ela já te dava as cartas, e você apenas seguia exatamente nessa maneira.

Uma angústia que sempre recordava, devia ser pelo incomodo de nunca de fato ter saído.

Mas ali já tão sem graça pela espera, ela se fechava como um casulo, sabendo que nada poderia lhe alcançar, a não ser seus medos.

Criatura indigna de qualquer coisa, ela mesmo se rotulava.
Mas só expressão.

No fundo, como eu disse, ela tinha pena da sua estreita vida.
Era sem graça e cheia de despedaços.

E isso era tudo...

Melhor que fosse assim, do que ficar na indecisão de ser algo melhor.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Por experiência

prendi que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.


Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a minima e eu jamais conseguirei convencê-las.


Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.


Aprendi que não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.


Eu aprendi que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faça quando adulto.


Aprendi que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.


Aprendi que certas pessoas vão embora de nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejamos retê-las para sempre.


Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Janeiro

Antes de mais nada somos apenas um pingo de gotas desse mar.
Somos a inexistência perto de tudo que respira.
Somos a incoerência do ser e estar.
Antes de mais nada, somos a poeira do deserto.
Somos o fio de cabelo do prato de sopa.
Somos o acaso, o descaso...num só.
Somos o nada de tudo aquilo que faz parte.
Somos as nuvens, o céu e cada brilho da estrela.
Somos o mar sem ondas, a música sem som.
Eu e você, somos tudo pra tanta gente...que pra nós mesmos nunca somos ninguém.