terça-feira, 20 de abril de 2010

Creolina

Sabe quem e o que fazer.
Grita, responde, faz o que quer...
Espera uma reação e só encontra buracos no caminho.
Tropeça nas suas vontades e derrama todo seu brilho.
Não sabe se quer agora ou pode ser mais tarde.
Desmancha esse veneno....

Desafia seu destino, põe a fio todos os planos.
Vive num jogo..puro desengano.

Se irrita e magoa.
Destranca..abotoa!
É mulher e é menina.
Mal sabe escrever seu nome.

Desemboca quando quer...reatando todos seus nós.
Não quer ser caça, mas se vitimiza.
Não quer ser boa, mas se atemoriza.
É assim à todos eles.

Eu bem que tentei contornar os seus declínios.
Me esbanjei dessa proeza...dessa poeira..dessa menina.
Não diz mais nada..só sente fome.
Se o frio chega, nem se protege.
Reagenda seus comprimissos...e sai depois como se os tivesse cumprido.

É terrível com que a quer..e mais cruel se a deixarem.
Tão bonita que nem quer ser vista assim..só pelos ares.
Ar, ar..te falto tudo!!

Respira quase que sem fôlego..chama por socorro.
Não sabe que não vêm, não sabe e quer saber.
De mim, de você..de todos que a deixaram.

E essa dor que tanto sente!
Estômago...dói, corrói..destrói sua vida!
Já sem graça, já vazia..assim por ser ela só.

Minha pequena, minha grande!!
Vida minha que não a deixa, nem a quer, nem a atormenta.

Caleja um pouco mais, só pra mostrar que ainda existe.
Exibe um pouco mais, só pra saber que assim insiste.
"Me deixa comer no seu prato..só no canto?"

E assim foi, e assim vai.

Não tem pai, não tem morada!
Pobre é de nada.
Porque tem e tudo e não quer...

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