Talvez eu seja bem maior do que todas essas coisas que estou vendo. Mas é que aqui dentro de mim bateu uma saudade dessa falta de sei lá o que.
Me julguei tanto, e me arrependi.
Fiz tudo desalinhado...sem nenhum traço perfeito ou linha reta.
Achei que estava na ambição de ser melhor, e fui até o limite do meu corpo.
Abstraí, traí meus princípios, joguei tudo pra fora e amontoei as coisas no meu guarda-roupa.
Quando me dei conta estavam ali precisando de mim, e sem saber extatamente o que fazer, chorei..perdi meu sentido mais uma vez e não soube suportar a dor dessa nossa desilusão.
Me levantei de novo, e soprei ao vento todas as lembranças que a deitavam...
Senti pela sua alma, senti pelo seu medo...e me revoltei, querendo só pra mim essa dor.
Arrancar de ti...só pra te dizer: o mundo não é assim, já passou, enxuga essas lágrimas e continua sorrindo!
Não tive como, porque nem meus próprios medos eu contive, não suportei.
Me abracei pela solitude..e temia essa avalanche.
Você me surpreendeu. Foi valente e corajosa.
Coisa que pra mim nunca restou, em você tem de sobra.
Sempre fui assim, de fora toda dura, grossa e desajeitada, quieta e irritada. Mas por dentro nunca regulei direito meus anseios, sempre chorei de medo e me senti sozinha. Tive raiva e contive tudo, tive dor, muita dor, daquela que doía tudo e não se encontra o foco, mas continuava sorrindo, pensando que o mundo me queria assim.
Eu não me queria..nem de um jeito, nem de outro.
Só guardava pra mi aquilo que não se podia mais carregar.
Vi na sua bravura aquilo que deveria ter feito, e porque não fiz?
Sempre fui amável demais e sem motivo, querendo agradar o mundo e me sentindo culpada pelos outros me causarem sofrimento.
A valentia!!! palavra bonita, que pra mim existe no dicionário..na vida prática, só me faço e me refaço diante dos meus autos e baixos.
Me derramo como água, mas não deixo que percebam...assim fica melhor manter a pose, o sorriso e a hipopética realidade de ser feliz!
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